Projeto EMPREENDER COLABORAR TRANSFORMAR

Existe um movimento crescente de pessoas que se dedica à resolução de problemas da sociedade através de iniciativas inovadoras, sustentáveis e solidárias. Participar deste movimento é a proposta do Projeto “empreender COLABORAR TRANSFORMAR”. Incentivar os alunos da Escola Secundária de Miraflores a criar mais e melhor valor para a sociedade é o grande objetivo deste projeto.

Para atingir este objetivo inspiramo-nos nos inúmeros exemplos de empreendedorismo, nomeadamente o social, que nos entusiasmam e fazem acreditar num rumo verdadeiramente gratificante para o mundo em que vivemos.

Alda Coutinho

Teresa Ferreira

5ª Edição do projeto Make it Possible



A Associação Internacional de Estudantes de Ciências Económicas e Comerciais (AIESEC) é a autora do projeto Make It Possible, que tem por objetivo sensibilizar os alunos do secundário e educá-los para os Objetivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM). 

A AIESEC acredita que a consciencialização e educação dos jovens para os problemas que assolam o mundo “trará um impacto positivo a longo prazo”, resultando em “jovens orientados para a resolução de problemas, com uma experiência intercultural e com vontade de agir, tornando-se agentes de mudança”.

Durante o 1.º período a ES Miraflores participou deste projeto, participação que culminou num evento no ISCTE, no passado dia 23 de novembro, onde todas as escolas participantes apresentaram o trabalho que melhor as representava.

 
A nossa escola foi a vencedora deste evento, com o trabalho We care, We help, de um grupo do 12.º H1.


Este grupo deu continuidade ao projeto com a recolha de fundos para as crianças das Filipinas. No passado dia 11 de dezembro, foram recolhidos e entregues na Embaixada das Filipinas 250,50 €.


Nova consciência



“Para inventar o futuro, aquilo de que precisamos não é de modelos pré-fabricados, mas de sinais que nos dizem que “é possível” e que o homem é capaz.”

Elena Lasida, O Sentido do Outro

  
 E são já muitos, os sinais que vemos na alvorada de uma etapa crucial em que se encontra a humanidade. De facto, emergem novas formas de apreender a sociedade, a economia, o meio ambiente: uma mudança gigantesca e profunda. Uma mudança que, acreditamos, terá como alicerce o espírito colaborativo. 
A nível da prática económica temos exemplos como o do comércio justo, das empresas de inserção (que tentando integrar no mundo do trabalho pessoas excluídas, faz aparecer uma nova forma de gerir recursos humanos), as finanças solidárias (que tentando financiar atividades de utilidade social, faz emergir uma nova forma de gerir o risco – ver ACAF), as múltiplas iniciativas promovidas para reduzir os desperdícios ambientais, o florescimento de sites no âmbito partilha de recursos (ver SINERGI) e da doação – desde a oferta de objetos ao acolhimento de turistas numa casa aconchegante, paralelamente ao seu acompanhamento na descoberta de novos lugares… Assistimos à multiplicação de modelos de cooperação como a Wikipedia, ou Linux onde milhares de internautas partilham os seus conhecimentos. Proliferam fóruns, projetos de apoio nos mais variados campos (ver SPEAK).
Para Michel Serres a crise financeira, económica e ecológica atual coloca-nos, de igual modo, perante a escolha a fazer: não há reforma ou retoma possíveis, “há que inventar coisas novas”.
Estamos num “tempo favorável” para fazer emergir algo radicalmente novo, diz-nos Elena Lasida.
De facto, a economia ressurge-nos como um lugar que cria valor, não só valor comercial, mas também humano e social. A nova geração do milénio envolve-se, cada vez mais, na coletividade de que faz parte. Há quem lhe chame a “Geração G” (G de generosidade/gentileza) dando-nos uma visão da natureza humana que nos revigora e o oxigénio que precisamos para respirar num contexto que parece sufocar-nos. Estamos cada vez mais conscientes da nossa interdependência e da necessidade de repensarmos os nossos modelos filosóficos, económicos e sociais. Um mundo de possibilidades e desafios. De esperança também.

Passos importantes no caminho de uma iniciativa empresarial


  • IDENTIFICAÇÃO DO PROBLEMA (é necessário que o empreendedor social tenha uma visão geral do problema que quer resolver) 
  • PROPOSTA DE VALOR (a proposta de valor que vai entregar)
  • DESENHAR A SOLUÇÃO (a solução sustentável que propõe desenhar)
  • PROJETO PILOTO (é necessário um foco muito claro na execução de um piloto que teste e valide a solução desenhada)
  • IMPACTO SOCIAL (mudança gerada na sociedade e/ou bem estar dos indivíduos)
  • Por fim, é preciso comunicar aquilo que se sonhou e se realizou: chegou a altura de comunicar a iniciativa de uma forma muito clara, inspiradora e objetiva.
  •                                                       Fonte: Manual para Transformar o Mundo


Seguindo os passos necessários neste caminho da iniciativa empresarial, o projeto Sabedoria Vintage, candidato ao desafio de Empreendedorismo Social, lançado no âmbito da iniciativa Faz - Ideias de Origem Portuguesa, faz-nos acreditar no valor infinito que podemos acrescentar às nossas vidas.