Projeto EMPREENDER COLABORAR TRANSFORMAR

Existe um movimento crescente de pessoas que se dedica à resolução de problemas da sociedade através de iniciativas inovadoras, sustentáveis e solidárias. Participar deste movimento é a proposta do Projeto “empreender COLABORAR TRANSFORMAR”. Incentivar os alunos da Escola Secundária de Miraflores a criar mais e melhor valor para a sociedade é o grande objetivo deste projeto.

Para atingir este objetivo inspiramo-nos nos inúmeros exemplos de empreendedorismo, nomeadamente o social, que nos entusiasmam e fazem acreditar num rumo verdadeiramente gratificante para o mundo em que vivemos.

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Feira (I)limitada de Cascais e XV Competição Nacional A Empresa

28/4/2022

Feira (I)limitada de Cascais

                                                             Foto DNA Cascais

De volta ao presencial! Que bom foi, ao fim de dois anos, voltar a uma nova edição da Feira (I)limitada de Cascais. Para quem não saiba, esta Feira é realizada no âmbito do Programa “A Empresa” promovido pela Junior Achievement.Portugal

E que admiração imensa sentimos pelas equipas que representaram a Escola Secundária de Miraflores na segunda etapa da competição. Foram elas: 

 

PolenDATA 

Esta equipa foi apurada para a Competição Nacional A Empresa. Aguardemos, então. Estamos certos de que a sua performance dará muito que falar.


                                                         Foto Junior Achievement

Equipa: Daniel Pereira; Bernardo Santos; Pedro Pacheco; Miguel Martins; Tomás Menezes.

Produto/serviço: Idealizamos uma casa modular e inteligente para insetos polinizadores, onde podemos rastrear movimentações e tirar informações a partir de diversos sensores impostos no aparelho. Os dados serão enviados para um software onde poderão ser analisados em prol de melhorar a produtividade de um terreno agrícola. O produtor terá acesso a uma plataforma online com um resumo dos dados e orientações específicas para a sua exploração agrícola, de modo a criar estratégias de produção customizadas.

Missão: Temos como principal missão e objetivo revolucionar o setor agrícola e reverter os impactos da produção agrícola não sustentável.

 
 Não deixe de visitar o site da equipa

Validate

Equipa: João Reis Santos; Maria Teresa Loureiro; Maria Carmen Gamito; José Maria Andrade; Margarida Gomes Leitão.

Produto/serviço: A Validate é uma aplicação que pretende avisar o consumidor sobre os prazos de validade dos produtos que tem na sua despensa/frigorífico. Através de um scan ao QRcode do talão de compras os dados relativos à validade dos produtos adquiridos irão diretamente para a aplicação. Nesta existirá um sistema de cores representativo da validade atual dos produtos. Isto permite ao consumidor ser notificado sobre a validade dos produtos, impedindo-o de consumir algo que esteja fora de prazo.

 

Missão: A Validate não só pretende acabar com o desperdício alimentar, mas também facilitar a vida dos utilizadores da aplicação pois ao saber o que têm na sua despensa e os respetivos prazos também conseguem poupar nas suas compras. 


                                                                                  Instagram

 

Women´s Care

Equipa: Vera Braz Teixeira; Sofia Gomes; Maria Pereira; Ana Garrido; Madalena Ribeiro.

 


Produto/serviço: Kits de higiene feminina para mulheres em extrema pobreza e sem abrigo.

Missão: Melhorar a qualidade de vida das mulheres em extrema pobreza e sem abrigo proporcionando-lhes o acesso gratuito a bens essenciais e necessários à sua higiene pessoal; contribuir para o desenvolvimento sustentável.

 

 


25/5/2022

                                              XV Competição Nacional A Empresa

     PolenData - Os grandes vencedores da XV Competição Nacional A Empresa

Sim, estávamos certos do sucesso destes alunos. Tinham de ser eles os grandes vencedores da XV Competição Nacional A Empresa – o esperado evento da JAP, apoiado pela Câmara Municipal do Porto, que aconteceu a 25 de maio no Super Bock Arena – Pavilhão Rosa Mota, em que cerca de 125 alunos do ensino secundário de todo o país, reunidos em 25 equipas, competiram pela melhor ideia de negócio.

Durante este ano letivo, cerca de 6.000 alunos do ensino secundário, dos 18 distritos de Portugal, experimentaram criar e gerir um projeto empreendedor, com o apoio de um professor e de um voluntário das empresas associadas da JAP.

Os alunos das 25 equipas nacionais apuradas nas 7 JAP Unlimited pisaram o palco, fizeram um pitch e defenderam os seus projetos em entrevista perante um painel de 15 jurados.

A equipa PolenData que desenvolveu uma casa inteligente para insetos polinizadores, de onde se podem retirar dados e informações específicas, que podem ser enviados para um software que ajuda a melhorar a produtividade dos terrenos agrícolas, recebeu o primeiro prémio.

Que orgulho imenso sermos representados por estes alunos na Competição Europeia do programa que decorrerá no Gen-E 2022, o maior festival de empreendedorismo da Europa, on-line e on-site em Tallinn, na Estónia!

Só podemos agradecer o quanto nos prestigiam e desejar que o céu seja o seu limite.

Nota 1: Um agradecimento imenso ao Bernardo Pires - Manager Schools & Programs – que se desdobra incansavelmente numa ajuda preciosa a todos nós. 


 

 

 

 

 

Importas-te?

 Em 2013/2014, Ano Europeu dos Cidadãos, a Fundação EDP lançou o programa “Importas-te?”, alicerçado no documentário “Quem se importa?”, um filme poderoso para disseminar a mensagem de que “qualquer pessoa pode mudar o mundo”. 

Sim, todos podemos ser transformadores!

Com o propósito de reavivar os objetivos deste programa, o mote de partida do ano letivo 2021/2022, nas turmas de Economia do 12º ano, da nossa escola, foi dado com a visualização deste documentário. Refletir de uma forma crítica sobre o lugar de cada um no mundo, sobre as relações sociais nas suas diferentes dimensões, sobre as condições de vida do nosso próximo, sobre o planeta – os recursos que nos oferece, a forma como os utilizamos – sobre a capacidade, inerente a cada um de nós, de transformar o mundo e a responsabilidade na criação de um mundo melhor são as nossas grandes motivações e o documentário “Quem se importa?” é a nossa grande inspiração para a promoção de mudanças locais e globais. As histórias de vida dos 18 empreendedores sociais entrevistados no filme impele-nos para a ação individual e coletiva. Eis alguns dos que os estudantes destacaram:

 Bill Drayton - Fundou a Ashoca em 1980. Uma organização mundial, sem fins lucrativos, pioneira no campo da inovação social, trabalho e apoio aos empreendedores sociais.

 Muhamad Yunus - Vencedor do Prémio Nobel da Paz, em 2006, o bengalês Yunus é considerado o criador do microcrédito.

Karen Tse - É responsável pela estruturação do aparelho jurídico em diversos países. Luta para que não haja nenhum preso sem acesso a defesa pública, independentemente do género ou idade.

 Vera Cordeiro - Criou, em 1991, a organização social Saúde Criança que visa reestruturar e promover a autossustentabilidade das famílias de crianças em risco.

 Wellington Nogueira - Integrou, em 1988, a companhia do palhaço americano Michael Christensen (diretor do Big Apple Circus) que, em 1986, iniciou um grupo de trabalho para levar alegria a crianças internadas em hospitais de Nova Iorque, batizado “Clown Car Unit”. Em 1991, de regresso ao Brasil, fundou a organização sem fins lucrativos “Doutores da Alegria”.

 Bart Weetjens - Monge budista belga, treina ratos para detetar a tuberculose em amostras de saliva humana, de maneira mais rápida e eficiente que os laboratórios convencionais, e para descobrir onde há minas terrestres limpando assim enormes áreas de terra, antes inviabilizadas pelas guerras. 

 

 OBS: Já que falamos na contribuição única que cada um pode dar para um mundo melhor aqui fica a sugestão para aderir a outro programa inspirador: https://www.rootsandshootsportugal.org/

Errar

 

Encaramos, geralmente, o erro como um fracasso, mas o erro deve ser perspetivado como o resultado de um processo experimental inerente a qualquer aprendizagem, a qualquer descoberta. Podemos mesmo dizer que a aprendizagem, a descoberta, começa com o erro.

 “Errar é uma etapa do inventar, falhar são degraus do criar.” Um erro de Fleming (ter deixado a lâmina de cultura sem proteção no laboratório) levou-o à descoberta da penicilina, a qual inaugurou uma nova era na indústria farmacêutica. Roentgen descobriu o raio x pelo seu descuido no manuseamento de uma placa fotográfica… Os exemplos são infinitos, mas para que o erro seja transformado em algo instrutivo e propiciador de uma efetiva aprendizagem há que estar consciente dele, do seu significado e do caminho para a sua superação.

Há uns anos atrás, Kira Ende lançou, em Bruxelas, um encontro onde as pessoas foram convidadas a partilhar os seus insucessos. Reuniões análogas existem em numerosos países: as pessoas evocam o seu maior fracasso profissional em público. Todos os meses, três ou quatro participantes encontram-se no Beurscafé para contar o que fizeram do seu fracasso. “É muito importante que comecemos a falar disto, relatamos sem cessar os sucessos, mas é tempo de partilhar os insucessos por mais desagradáveis que sejam, pois as lições que deles tiramos são muito enriquecedoras. Podemos utilizá-los como uma plataforma para crescer. É uma forma de coragem e pede-nos algo que os sucessos não nos exigem." Existem empresas nos EUA que não encaram o fracasso como um problema, antes pelo contrário. Chamam-lhe “cair para melhor avançar”. Querem inovar rapidamente e utilizam o fracasso como um motor para melhor avançar. Num estudo sobre aqueles que procuram emprego constatou-se que aqueles que tinham por objetivo aprender o mais possível tinham três vezes mais chances de encontrar um trabalho. A nossa atitude determina a visão de fracasso. Se procurarmos a performance o fracasso é percebido como algo mau em si. Ao contrário, quando o objetivo é o de aprender, mesmo que alguma coisa corra mal, a aprendizagem existirá sempre.

Porque é que a ideia do fracasso nos atemoriza tanto? Temos medo de passar por idiotas? Ou de que não nos amem? Perguntemo-nos se é realmente o que se vai passar. Concentremo-nos mais no processo de aprendizagem do que no sucesso.

Lembremo-nos de que realizar "sonhos implica riscos, riscos implicam escolhas, escolhas implicam erros". Lembremo-nos de que, muitas vezes, há que “cair para melhor avançar” e aquilo que “diferencia os jovens que fracassam dos que têm sucesso, não é a cultura académica, mas a capacidade de superar as adversidades da vida”. Acreditemos que, mais cedo ou mais tarde, haverá benefícios (talvez de uma forma encapotada) e se soubermos fazer daquilo que não conseguimos alcançar, numa determinada altura, um aliado na nossa aprendizagem voaremos bem mais alto.

Deixamos-vos algumas perguntas que podem ajudar nas etapas deste nosso percurso de erros, de permanente aprendizagem e crescimento:

"- O que tentei eu concretizar?

- Porque não resultou?

- Serei capaz de identificar alguns aspetos bem-sucedidos desta experiência?

- Que lições aprendi?

- O que farei de diferente na próxima vez?"

E para finalizar, recomendamos estes podcasts inspiradores: "E se falássemos de falhanços?"

https://observador.pt/programas/imperdiveis/na-escola-42-valorizamos-os-erros/