“Se
acreditarmos firmemente que a pobreza é inaceitável – que não poderá
ter lugar numa sociedade humana civilizada – então construiremos
instituições e traçaremos as políticas apropriadas para criarmos um
mundo sem pobreza (...)
É
possível eliminar a pobreza do nosso mundo, porque ela não é natural
aos seres humanos – mas é imposta artificialmente. Dediquemo-nos a
acabar com a pobreza o mais depressa possível, metendo-a nos museus uma
vez por todas (...)
O novo milénio começou com um grande sonho global: reduzir,
para metade, até 2015, a pobreza e a proporção da população que sofre de fome. Este é o primeiro objetivo do milénio. Nunca antes, na História da Humanidade, o mundo
inteiro se tinha comprometido a atingir um objectivo tão audacioso, a
uma só voz, com metas e prazos determinados. No entanto, esta parece ser uma meta inatingível. Embora a percentagem da população com fome tenha baixado 17% desde 1992, segundo o relatório da ONU sobre "O Estado da Insegurança
Alimentar no Mundo", o problema ainda atinge uma pessoa em cada oito.
De acordo com o Expresso, 1/10/2013:
"Um total de 842 milhões de pessoas passou
fome crónica no período entre 2011 e 2013. Ou seja, uma pessoa em cada
oito não teve acesso a alimentação que, de forma diária e habitual,
garantisse a energia suficiente para o desempenho das suas atividades
cotidianas.
Este número ultrapassa em mais de 100 milhões a
totalidade da população na Europa e que representa cerca de 12% da
população mundial -
Segundo os dados do último relatório da ONU, ainda que a situação tenha melhorado e o total da população com fome tenha baixado dos 868 milhões registados entre 2010 e 2012, a prevalência de desnutrição continua a ser especialmente preocupante na África Subsaariana, onde os avanços têm sido modestos nos últimos anos. Nesta região, a média de pessoas com fome foi superior, atingindo uma em cada quatro.
O progresso revela-se igualmente lento no Sul da Ásia e norte da África, enquanto a Ásia Ocidental não mostra qualquer evolução positiva.
Segundo os dados do último relatório da ONU, ainda que a situação tenha melhorado e o total da população com fome tenha baixado dos 868 milhões registados entre 2010 e 2012, a prevalência de desnutrição continua a ser especialmente preocupante na África Subsaariana, onde os avanços têm sido modestos nos últimos anos. Nesta região, a média de pessoas com fome foi superior, atingindo uma em cada quatro.
O progresso revela-se igualmente lento no Sul da Ásia e norte da África, enquanto a Ásia Ocidental não mostra qualquer evolução positiva.
São necessários mais esforços
Ainda assim, olhadas como um todo, as regiões em
desenvolvimento apresentam progressos significativos. Uma perspetiva
animadora que o relatório "O Estado da Insegurança Alimentar no Mundo"
espelha, não deixando as três agências das Nações Unidas - o Programa
Alimentar Mundial (PAM), a Organização para a Alimentação e a
Agricultura (FAO) e o Fundo Internacional para o Desenvolvimento
Agrícola (IFAD) - de salientar que são necessários mais esforços para se
alcançarem os objetivos mundiais de erradicação da fome traçados até
2015.
O relatório admite que o crescimento económico pode "aumentar os rendimentos e reduzir a fome", mas sublinha que esse crescimento pode não chegar a todos. É preciso garantir que as políticas de apoio, nomeadamente em matéria de emprego, produtividade agrícola e protecção social, visem "especificamente os pobres, especialmente aqueles em áreas rurais".
Há que reconfigurar urgentemente um novo caminho.
O relatório admite que o crescimento económico pode "aumentar os rendimentos e reduzir a fome", mas sublinha que esse crescimento pode não chegar a todos. É preciso garantir que as políticas de apoio, nomeadamente em matéria de emprego, produtividade agrícola e protecção social, visem "especificamente os pobres, especialmente aqueles em áreas rurais".
Há que reconfigurar urgentemente um novo caminho.

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